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Nuvens de algodão: leia a nova crônica do professor universitário Ailton Elisiário

Publicado Por: PROFESSOR JOSA sexta-feira, 31 de julho de 2015 0 comentários | Leave a comment...


Estou de volta a Salvador para cumprir a última fase do processo de revalidação do meu Curso de Teologia na Universidade Católica do Salvador. Desta vez Socorro me acompanha, tornando para mim essa semana mais amena longe dos meus. A chegada aqui, porém, fez-nos antes nos deslocar até Brasília, para em seguida retornar. Coisa de companhia aérea que às vezes a gente não entende.
Ao sobrevoar Brasília duas coisas nos chamaram a atenção. A primeir
a foi a imagem do avião do plano piloto da cidade, que ante o preenchimento das áreas com construções ao longo do tempo, quase que nem mais se percebe.
Lá do alto, olhando pela janela da aeronave, Socorro dizia que em tempos passados era bem clara e nítida aquela imagem. A capital do país cresceu, consolidando o projeto de Juscelino Kubistchek e de certa forma escamoteou o charuto do avião, embora suas asas ainda possam ser vistas.
A segunda foi a imensidão das nuvens que tomando o espaço aéreo num raio de milhares de quilômetros, mais parecia outro mundo sobrepairando os arredores de Brasília. O avião se deslocava ora por cima delas, ora sob elas, quando não as atravessava literalmente.
A imagem, porém, que mais chegava a minha mente, não era a de uma cordilheira plenamente coberta de neve, nem a dos cartões natalinos com as montanhas brancas sobre as quais se desloca o carrinho de Papai Noel puxado por suas renas, mas a de meu mundo de algodão doce dos meus tempos de criança.
Revivi naqueles momentos o algodão de açúcar que o homem da carrocinha fazia bem cheio, bem branco, bem saboroso. Lembrei-me das crostas amareladas que ficavam no tacho e que era o complemento gostoso do algodão. Recordei-me dos meus pais que me propiciavam aquilo e que eu dividia brincando com meus irmãos. As minhas festas de infância tinham algodão doce, ao lado da pipoca e de muitas brincadeiras.
Hoje, o algodão doce tal como aquelas nuvens ainda existe nas festas das crianças. Hoje, já não é mais a minha vez, até porque o açúcar já está fora de minha dieta. Mas, felizmente, hoje ele está nas brincadeiras do meu neto Lucas e das crianças do meu Brasil, as quais com isto me fazem retornar sempre à idade inocente da minha vida. O algodão doce hoje é minha nuvem que se esvai na memória do passado.
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